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teletransporte de atomos?

Um grupo de pesquisadores dos EUA anunciou ontem o sucesso de um experimento com teletransporte que, pela primeira vez, conseguiu transmitir matéria entre dois locais.

A técnica já tinha tido sucesso com o teletransporte de luz, mas um estudo na edição de hoje da revista "Science", assinado por físicos da Universidade de Maryland, descreve o teletransporte de um átomo (na verdade um íon, átomo eletricamente carregado) do metal itérbio pelo espaço de um metro: uma distância enorme, em termos quânticos. O que os cientistas fizeram agora foi transportar características físicas de uma partícula de itérbio para outra, instantaneamente.

Não é pouca coisa, se considerarmos que aquilo que define a essência dos átomos que compõem as pessoas também são essas características, que os físicos chamam de "estados quânticos". Em teoria, é possível teletransportar um grupo maior de átomos, mas as dificuldades técnicas crescem exponencialmente com o tamanho e complexidade do objeto a ser transmitido.

A principal perspectiva de aplicação da técnica, é ter um modo de armazenar e transmitir informações em computadores quânticos --máquinas com poder de cálculo imenso, que por enquanto só existem mesmo em teoria.

Com o sucesso do experimento, os cientistas já falam agora na possibilidade de criar uma "internet quântica".


Ação a distancia

O teletransporte de partículas foi concebido em teoria em 1993 e realizado pela primeira vez em 1997. Outro grupo dos EUA teletransportou fótons --partículas de luz-- entre dois pontos. Só depois de uma década, porém, é que se conseguiria o teletransporte de uma partícula de matéria, anunciado agora por Olmschenk.

O truque por trás dos experimentos é um fenômeno que os físicos chamam de emaranhamento --uma espécie de ligação instantânea entre duas partículas que podem estar distantes. Quando uma é manipulada em um ponto, a outra imediatamente se altera também.

Por ser altamente contraintuitiva, a ideia que fundamentou o emaranhamento era altamente criticada algumas décadas atrás. O próprio Albert Einstein, um dos padrinhos da física quântica, rejeitava esse tipo de "telepatia" entre partículas, que chamava de "ação fantasma à distância".

Mas os fatos --uma série de experimentos, na verdade-- calaram o grande gênio. Hoje é consenso entre cientistas que o emaranhamento existe, apesar de físicos e filósofos ainda estarem debatendo como interpretar a realidade por trás dele.

nova iguana na isla de galapagos


Pesquisadores liderados por Gabriele Gentile, da Universidade de Roma Tor Vergata, na Itália, disseram que o iguana-rosa também pode ajudar a entender a evolução das espécies em ilhas remotas. Ele é diferente do iguana-amarela (Conolophus subcristatus), que habita o mesmo local. "Nós não fomos os primeiros a vê-lo, mas os primeiros a dizer que se tratava de uma nova espécie", afirmou o cientista.

Uma análise genética mostrou que o réptil rosa provavelmente se originou nas Galápagos, no Pacífico, e se separou de outras populações de iguana há cerca de 5 milhões de anos, quando o arquipélago ainda estava se formando. A espécie chega a um metro de comprimento e pode pesar até 12 kg. As criaturas parecem viver perto de um único vulcão na ilha de Isabela nos últimos 350 mil anos.